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Foto: arquivo de fotos iVB

A 3ª edição do festival de arte urbana Vulica Brasil ocorreu de 25 de agosto a 27 de setembro de 2016. Houve intervenções artísticas, a criação do maior mural do mundo, seminários sobre arte, urbanismo e desenvolvimento sustentável, cinema, uma visita ao orfanato de Zhodino e uma festa de encerramento para milhares de pessoas no centro de Minsk.

O festival presenteou a cidade com o maior mural individual do mundo naquele ano ("Caleidoscópio da Bielorrússia", de Ramon Martins, 2016-17), um plano de urbanismo sustentável para a Rua Oktyabrskaya/Kastrychnitskaya e uma mensagem em defesa do meio ambiente por meio da arte e da educação.

Os seguintes artistas representaram o Brasil: Luis Martins (L7M); Ramon Martins; Raphael Sagarra (Finok); Paulo Cesar Silva (Speto), Yuske Imai (Yusk) e... pelo segundo ano consecutivo, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, OSGEMEOS, compareceram como convidados especiais, pintando um bonde desativado, um mural coletivo e participaram de um bate-papo público com fãs bielorrussos. Ao lado dos brasileiros, os principais nomes da arte urbana local também participaram, em ordem alfabética: Bazinato, Busel, Cowek, Grino & Ivan Tame, Hade, Izum, Kontra, Marat RGB, Mutus e Pisliak.

vULIca braSIL III
2016

Conceitualmente, a 3ª edição desenvolveu a ideia de desenvolvimento urbano sustentável por meio da arte, impulsionada pela energia de voluntários de ambos os países.
Arquitetos independentes de Belarus e Brasil desenvolveram um projeto urbano complexo para a Rua Oktyabrskaya/Kastrychnitskaya, que é o principal local do festival, apelidada de "Rua Brasil". Este projeto urbano autoral, composto por 23 itens, foi capaz de repensar completamente essa rua e ofereceu soluções como nivelamento do asfalto e meio-fio, instalação de bancos em locais estratégicos para apreciação da arte, expansão e revitalização de áreas verdes, reorganização de áreas de estacionamento para melhorar o tráfego de pedestres, criação de uma ciclovia, desenvolvimento de módulos de uso múltiplo com painéis de energia solar.
Assista abaixo com legendas em inglês, português, bielorrusso ou russo.

URBaNISMO SUSTENTáVEL

Foto: arquivo de fotos iVB

O ramo artístico do festival também foi permeado pela ideia de sustentabilidade ambiental, refletida em parte das intervenções, resumidas da seguinte forma: 7 murais individuais e 1 mural coletivo em grande escala no centro; pinturas em 2 bondes municipais "vintage" desativados (incentivo ao transporte não poluente); e 13 murais menores, além de várias apresentações culturais, musicais e de dança na festa de encerramento.

Entre os murais monumentais, destacou-se o notável "Caleidoscópio de Belarus", do artista brasileiro Ramon Martins. O artista retratou animais ameaçados da fauna local. Mais tarde, ficou sabido que era o maior mural do mundo criado por um único artista até então, com 3.456 m2 (o recorde anterior durou menos de um mês e pertencia a outro brasileiro, Kobra, com o mural "Etnias" de 2.550 m2, encomendado pelos organizadores das Olimpíadas Rio 2016); e um "mural verde" usando vegetação nativa, do artista bielorrusso Evgueni, também conhecido como Cowek, em parceria com o estúdio "Moss Town".
O programa de 3 semanas começou com a chegada dos convidados brasileiros em 25 de agosto, seguido por uma coletiva de imprensa em 30 de agosto, exibição de cinema ao ar livre "Wanderkino" em 4 de setembro, debate público com os artistas do "Vulica Brasil" em 7 de setembro, debate público com a equipe de planejamento urbano do "Vulica Brasil" em 9 de setembro, visita ao orfanato de Zhodino em 13 de setembro, debate público com OSGEMEOS em 15 de setembro e, finalmente, a comemoração de encerramento em 17 de setembro.

FESTa DE ENCERRaMENTO

Naquele dia, a Rua Oktyabrskaya/Kastrychnitskaya (ou "Rua Brasil") foi transformada em uma rua de pedestres, com dois palcos para apresentações musicais, uma praça de alimentação orgânica, pintura ao vivo, esquetes de dança popular e elementos do carnaval brasileiro, incluindo a participação da cantora Ju Moraes, do estado da Bahia, e seu repertório dedicado aos 100 anos de samba - "porque o samba nasceu na Bahia...". Durante sua apresentação, ela foi acompanhada pela percussão da "Batucada Vulica Brasil", formada exclusivamente para o evento por 50 músicos da Bielorrússia e Rússia.

A notícia do festival se espalhou amplamente na mídia e nas redes sociais. Agradecimentos especiais a: PNUD; Belavia; Keramin; Moby Dick; Ultrabar; Donarit; MTN94; Condor; Enzo/Depo/Lauka; Space; Hotel Renaissance; Apartamentos VIP; Delay Sound System; Stepanovsky, Papakul e parceiros; Hooligan; MZOR; Festival de Minsk; 34MAG; Jam Market; Instituto Goethe; Birdlife Belarus; Green Network; Ecoidea; e todos os 200 voluntários sem os quais o festival não seria possível.

Foto: arquivo de fotos iVB
Vídeo: Apex Point Films

VULICa BRASIL 2016 DOCUMENTáRIO​

Assista ao nosso documentário de 2016 com legendas em inglês, português, bielorrusso ou russo.